segunda-feira, 25 de junho de 2018

Templo de Kukulcán

Templo de Kukulcán

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Templo de Kukulcán
O Templo de Kukulkán ou Pirâmide de Kukulkán, ou incluso «El Castillo»[1] foi construído no século XII d. C., pelos maias itzáes na antiga cidade de Chichén Itzá, no território pertencente ao estado mexicano do Yucatã.
É uma das principais estruturas do lugar.[2]
Seu desenho tem uma forma geométrica piramidal, conta com nove níveis ou patamares, quatro fachadas principais cada uma com uma escadaria central e um patamar superior terminado por um templo. Nesta construção rendeu culto ao deus maia Kukulcán ("Serpente Emplumada" na língua maia). Conta também com motivos que simbolizam os números mais importantes utilizados no calendário Haab (calendário solar agrícola), o calendário Tzolkin (calendário sagrado) e a roda calendárica. Cada uma das suas faces alinham-se com um dos pontos cardeais, e os 52 painéis esculpidos nas paredes referem-se aos 52 anos do ciclo de destruição e reconstrução do mundo de acordo com os maias.
Em 1988, a (UNESCO) declarou a cidade maia de Chichén Itzá como Patrimônio da Humanidade.[3]

Dimensões[editar | editar código-fonte]

Tamanho comparativo do templo de Kukulcán com a pirâmide do Sol de Teotihuacán e a pirâmide de Quéops.
Em comparação com a pirâmide de Quéops no Egito, ou mesmo à pirâmide do Sol de Teotihuacán, as dimensões da pirâmide de Kukulcán são pequenas,[4] mesmo a pirâmide de Tikal (69,7 m) é mais alta. Salienta pelas suas características arquitetônicas, os seus simbolismos calendáricos e astronômicos.[5]

Interior da pirâmide[editar | editar código-fonte]

Chac Mool na sala das oferendas ao interior do templo de Kukulcán.
Escultura do jaguar (balam) na câmara de sacrifícios no interior do templo de Kukulcán.
Em 1566 a pirâmide foi descrita por frei Diego de Landa no manuscrito conhecido como Relación de las cosas de Yucatán; cerca de três séculos mais tarde John Lloyd Stephens descreveu os pormenores da arquitetura da pirâmide no seu livro Incidentes del viaje a Yucatán, publicado em 1843. Nessa época o sítio arqueológico de Chichén Itzá encontrava-se numa fazenda que tinha o mesmo nome, e era propriedade de Juan Sosa.[6] O livro, decorado com litografias de Frederick Catherwood, mostra a pirâmide coberta de abundante mato pelas suas quatro faces. Existem fotografias tomadas a princípios do século XX onde aparece a pirâmide coberta ainda parcialmente de mato.
O Instituto Carnegie de Washington solicitou em 1924 licença ao governo mexicano para realizar explorações e reconstruções na zona de Chichén Itzá. Em 1927, com a assistência de arqueólogos mexicanos, começaram os trabalhos. Em Abril de 1931 procurando a confirmação da hipótese de a estrutura da pirâmide de Kukulcán se encontrar construída sobre outra pirâmide mais antiga, iniciaram-se os trabalhos de escavação e exploração, em que pese à reticência geral da época. A 7 de Junho de 1932 foi encontrada uma caixa com objetos de coral e obsidiana e incrustações de turquesa a um lado de restos humanos, os objetos exibem-se no Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México.
Após longos trabalhos, em Abril de 1935 foi encontrada no interior da pirâmide uma figura de Chac Mool com incrustações de conchade nácar nas suas unhas, dentes e olhos; o recinto onde se realizou o achado foi batizado como "sala das oferendas ou câmara norte". A poucos metros, e após mais de um ano de escavações, em Agosto de 1936 foi descoberto um segundo recinto, o qual foi batizado como "câmara de sacrifícios", dentro do qual se encontraram duas fileiras de canelas humanas embutidas paralelamente ao fundo da câmara, e a escultura de um jaguar (Onça-pintada) de cor vermelha com 74 incrustações de jade que simulam no corpo as manchas características da espécie; os olhos são simulados com médias-luas da mesma pedra e os colmilhos e dentes em pederneira pintados de branco. No lombo encontrava-se um disco de turquesas, o qual aparentemente servia para queimar copal; ambas as figuras têm a sua vista dirigida ao NNE (nor-nordeste). Como conclusão foi determinada a existência de uma pirâmide de medidas aproximadas de 33 metros de largura, de igual forma à exterior, com 9 embasamentos e uma altura de 17 m até o patamar do templo superior onde se encontraram o Chac Mool e o jaguar, estima-se que esta construção corresponde ao século XI d.C. Concluídos os trabalhos foi construída uma porta de acesso na balaustrada da escadaria exterior da fachada NNE para facilitar o acesso aos turistas. A pirâmide interior mais antiga é referida como "subestrutura".[7][8]

Simbolismos calendáricos[editar | editar código-fonte]

Fachada NNE nor-nordeste, podem observar-se os 9 embasamentos, e grande parte dos painéis em baixo-relevo. Na parte superior do templo do topo pode ver-se a única das 20 ameias que enfeitavam o teto, durante as cerimônias os maias itzáescostumavam colocar 20 bandeiras de canetas. No inferior da escadaria central observam-se duas cabeças de serpente emplumadas enfeitando o começo ou final dos balaustres.
O Templo de Kukulcán, principal estrutura de Chichén Itzá demonstra os profundos conhecimentos de matemáticas, geometria, acústica e astronomia que os maias possuíam. Ao ser uma sociedade inicialmente agrícola, os maias observaram detalhadamente o comportamento das estações, as variações das trajetórias do Sol e as estrelas, e combinando os seus conhecimentos, tê-los-iam registrado na construção do templo dedicado ao seu deus Kukulcán.
Assim como as culturas mesoamericanas, a civilização maia utilizou um calendário agrícola solar ao que chamavam Haab, que conta com 18 meses ou uinais, cada uinal tem 20 dias ou kines. Desta forma o calendário compreende 18 x 20=360 dias regulares ou kines, mais cinco dias adicionais, considerados como nefastos, chamados uayeb.
O templo de Kukulcán conta com quatro escadarias, cada uma delas tem 91 degraus, desta forma somam 364, que somadas ao patamar do topo, comum às quatro escadas, dá um total 365 unidades que representam os dias do Haab.
O segundo calendário utilizado pelos maias, chamado Tzolkin ou calendário sagrado, consta de 13 meses e cada mês tem 20 dias, de tal forma que este conta com 260 dias.[9] Os ciclos do Tzolkin e o Haab foram fusionados numa roda calendárica de tal sorte que a combinações de ambos repetem-se cada 18.980 dias (mínimo múltiplo comum de 260 e 365)[10] equivalentes a 52 anos, o que quer dizer que cada 52 ciclos do calendário Haab começa a repetir-se a combinação de ambos os calendários.
Os números 18 (uinais), 20 (kines), 5 (uayeb), 52 (ciclos), podem decifrar-se de maneira mais complexa na pirâmide de Kukulcán. O templo tem 9 patamares ou níveis, se se observa de jeito frontal quaisquer das fachadas, ao ter ao centro da vista a escadaria, pode-se multiplicar o número de embasamentos x 2, dando como resultado o número 18, correspondendo assim aos 18 uinais do Haab. No templo superior da pirâmide havia 5 adornos ou ameias em cada fachada, assim, tinha 20 ameias que representam os 20 dias ou kinesde cada uinal. Em cada fachada, em cada patamar encontram-se painéis em baixo-relevo, no patamar mais alto são apenas dois painéis, e os outros oito contam com três painéis, de tal forma que 3 x 8=24 + 2=26 painéis, que somados aos outros 26 painéis do lado oposto da escadaria dão um total de painéis por fachada de 52, ou seja, representam os 52 ciclos do Haab na roda calendárica. Como ornamentação o edifício tem 260 quadrângulos que coincidem com o número de dias do calendário Tzolkin.[11]
Assim, e de acordo com calendários utilizados pelos maias, pode-se deduzir que a pirâmide não somente está dedicada ao deus Kukulcán, mas também observa a conta do tempo dando particular relevância aos seus ciclos.

Acústica em escadaria[editar | editar código-fonte]

No final do século XX o turismo em Chichén Itzá incrementou-se e foi quando acidentalmente os guias descobriram um efeito acústico que ocorre na escadaria NNE da pirâmide. Se uma pessoa aplaude de jeito frontal à escadaria, o som do aplauso causa um eco distorcido, provocando um chio semelhante ao canto de um Quetzal.
Tecnicamente, isto é devido às interferências das ondas de reflexão do som ao chocar com os degraus inferiores e superiores da escadaria, e chegar primeiro aos mais próximos é dizer os inferiores, e uma fração de milissegundo depois aos superiores. Apenas os sons de baixa frequência como o aplauso produzem esse efeito.[12]

Descenso de Kukulcán nos equinócios[editar | editar código-fonte]

Órbita da Terra ao redor do Sol e movimento aparente do mesmo ao longo da eclíptica.
Iluminação da Terra pelo Sol durante os equinócios. O dia tem a mesma duração que a noite.
Fachada ONO, na imagem sinalam-se os triângulos que formam os embasamentos e que permitem o passo da luz projetando-se na balaustrada da escadaria.
Formação de sete triângulos isósceles de luz na escada NNE simulando o corpo de uma serpente durante os entardeceres equinociais, os raios de luz penetram pela esquina norte dos embasamentos da fachada ONO.
Se durante um ano e desde um ponto fixo se contemplar o amanhecer no horizonte, pode ser observado o sol aparecendo em diferentes posições ao longo do mesmo e a sua trajetória no céu vai mudando. Isto é devido aos próprios movimentos da Terra, de rotação sobre o seu eixo e translação ao redor do sol, bem como a variante da sua eclíptica, e a inclinação do eixo terrestre.
Referindo ao hemisfério norte do planeta, durante um ano o sol parece colocar-se na linha do horizonte num ponto mais austral durante o solstício de Inverno (Dezembro), passando por um ponto intermédio durante o equinócio de Primavera (Março) e chegando a um ponto mais setentrional durante o solstício de Verão (Julho), para regressar novamente ao ponto intermédio durante o equinócio de Outono (Setembro) e reiniciar o ciclo novamente.
Este movimento aparente tem uma variação adicional se nos transladarmos a diferentes latitudes do planeta. Os maias poderiam ter construído assim a pirâmide de Kukulcán levando em conta todas estas variáveis e, além das considerações arquitetônicas, orientariam a fachada NNE com uma inclinação aproximada de 20° com referência ao norte geográfico.
Ao entardecer dos equinócios da Primavera e do Outono, observa-se na escadaria NNE da pirâmide de Kukulcán uma projeção solar serpentina, consistente em sete triângulos isósceles de luz invertidos, como resultado da sombra que projetam as nove plataformas desse edifício durante o pôr do sol. Em Chichén Itzá o fenômeno vê-se em todo o seu esplendor e a imagem da serpente de triângulos de luz e sombra é projetada ao balaustre NNE; com o passar do tempo, parece descer do templo uma serpente e o último reduto de luz projeta-se na cabeça da serpente emplumada que se encontra na base da escadaria. Este fenômeno ocorre em Março e Setembro, e pode ser observado aproximadamente durante um período de cinco dias nas datas mais próximas aos equinócios, a duração do efeito começa aproximadamente 3 horas antes do ocaso, a princípio destas horas pode-se ver na balaustrada uma forma de luz ondulada que pouco a pouco se vai cerrando para formar 7 triângulos isósceles, os quais só podem ver-se durante 10 minutos, depois começam a desaparecer paulatinamente. Os maias realizavam uma série de preparações durante quatro dias e o quinto era motivo de grande celebração. Aparentemente era na língua da serpente onde se colocavam diversas oferendas ao deus Kukulcán.
Na zona arqueológica de Mayapán, existe uma pirâmide de menores dimensões, mais de iguais proporções e dedicada também a Kukulcán. A projeção ondulada do corpo da serpente também pode ser observada no ocaso dos equinócios, porém não é tão espetaculoso devido ao deterioro da própria estrutura.
Em 1566, Diego de Landa descreveu que os maias celebravam no dia 16 do mês Jul,[13] a ida de Kukulcán a quem tinham como um deus, a celebração era realizada em todo o mundo maia até à destruição de Mayapán, depois somente os tutul xius a realizavam na sua capital Maní, após manterem jejum e abstinência, os sacerdotes reunidos iam para o templo de Kukulcán, onde passavam cinco dias e noites em oração realizando alguns bailes devotos:
Devido a que as fachadas SSO e ESE se encontram deterioradas, não se observa nenhum fenômeno de luz e sombra nos amanheceres equinociais, porém é provável que se fossem restauradas as escadarias e as balaustradas, poder-se-ia apreciar um efeito que evocasse a ascensão do corpo da serpente à pirâmide pela escadaria da fachada SSO.

Kukulcán, Quetzalcóatl, Gucumatz, Coo Dzavui[editar | editar código-fonte]

Crotalus durissus serpente de cascavel (tsáab kaan) com triângulos no seu corpo.
Cabeça de serpente emplumada terminando a escadaria da pirâmide.
No fim do Período Clássico mesoamericano foi registrada uma influência arquitetônica, cultural e religiosa na zona maia, a qual se adjudicou aos toltecas do planalto mexicano. É por isso que se encontram similaridades entre a deidade Quetzalcóatl (em náhuatl Quetzalcōātl, serpente emplumada) e a deidade maia Kukulcán (em língua maia k'u uk'um e kaan, "caneta e serpente").
No Popol Vuh a deidade é referida como Gucumatz (em língua quiché Q'uk'umatz, "serpente emplumada") quem com Tepew são considerados os deuses formadores do universo.[15] Foi conhecido pelos mixtecas como Nove Vento (em mixteco Coo Dzavui, "serpente de chuva"). De acordo com as descrições de Diego de Landa, o deus fora especialmente venerado em várias cidades do noroeste da península de Iucatã, entre elas destacam-se Chichén Itzá, Mayapán e Maní.
Em muitas partes da decoração arquitetônica de colunas e dintéis de Chichén Itzá, encontram-se alusões ao corpo da serpente, no próprio "Templo de Kukulcán", no "Templo dos Jaguares", no "Templo dos Guerreiros", no "Jogo de Bola", na "Plataforma das Águias e os Jaguares". A classe do réptil parece ser Crotalus durissus conhecida como "serpente de cascavel" devido à forma da cabeça das esculturas, aos relevos que detalham serpentes com cascavel em outros edifícios da cidade, e aos triângulos de luz que se formam nos dias equinociais, os quais evocam os triângulos que se formam na pele do corpo da espécie.
É destacável o decorado da língua das serpentes que se encontram no remate da escadaria. A língua tem semicírculos que fazem alusão à trajetória diária do Sol no céu. Na vista de perfil das cabeças, junto à comissura da boca apreciam-se espirais que evocam a um caracol, o traçado pode interpretar-se como uma alusão ao período cíclico do movimento do Sol no horizonte. Na parte superior das pálpebras da serpente também se pode apreciar o símbolo de Sol.
Adicionalmente à projeção do corpo imaginário da serpente (kaan) descendo pelo balaustre da escadaria, os maias colocavam bandeiras de canetas (k'u uk'um) nas ameias do templo superior durante as festividades equinociais.[16]

Solstício de Verão[editar | editar código-fonte]

Iluminação durante o solstício de Junho (Verão no hemisfério norte).
Iluminação da Terra pelo Sol no solstíciode Junho.
Fachada iluminada (NNE) e fachada em sombra (ONO).
Iluminação durante o solstício de Dezembro (Inverno no hemisfério norte).
Iluminação da Terra pelo Sol no solstíciode Dezembro.
Trajetórias solares em solstícios e equinócios.
Desde a última década do século XX, os arqueólogos começaram a observar os fenômenos de luz e sombra que ocorrem nos solstícios de Verão e Inverno, mas só até Junho de 2007 realizaram-se estudos minuciosos do tema. Astrônomos do Instituto Tecnológico de Mérida e investigadores do Instituto Nacional de Antropologia e História corroboraram que durante os primeiros minutos do amanhecer[18] do solstício de Junho (Verão hemisfério norte) e durante um período de 15 minutos, a pirâmide de Kukulcán é iluminada nas fachadas NNE e ESE pelos raios do sol, enquanto as fachadas ONO e SSO permanecem na obscuridade. Por outras palavras, cerca de 50% da pirâmide permanece iluminada e cerca de 50% permanece na obscuridade marcando com este simbolismo o momento exato do solstício.[19]
Este efeito de luz e sombra ocorre de jeito semelhante durante o solstício de Dezembro (Inverno no hemisfério norte), mas no entardecer as fachadas iluminadas são a ONO e SSO, enquanto as fachadas NNE e ESE permanecem na sombra. O fenômeno é devido à orientação de +/- 20° com referência a norte geográfico, e a latitude em onde se encontra situada a pirâmide.
O explorador John Lloyd Stephens em 1840 observou esta orientação dos edifícios. Devido a que não pôde observar os efeitos de luz e sombra, atribuiu um possível erro na construção dos mesmos; por outro lado as medidas referidas parecem ter certa variação com as reais.[20]
Para que a pirâmide de Mayapán, que foi construída com características semelhantes à de Chichén Itzá, possa mostrar os mesmos fenômenos de luz e sombra, a sua orientação teve de ter uma leve variação devido a não se encontrar na mesma coordenada de latitude que a de Chichén Itzá.
Desta forma, a construção da pirâmide parece ser um calendário arquitetônico que marca os solstícios e equinócios, datas importantes para os ciclos agrícolas. Quando a órbita da Lua se encontra na mesma posição equinocial de sol, também é possível ver no balaustre da escadaria NNE a figura projetada da serpente num espetáculo natural noturno.
Estes fenômenos de luz e sombra que se observam na pirâmide seriam testemunhos dos conhecimentos astronômicos da Civilização maia, na estrutura conhecida como o observatório, o caracol ou «edifício circular» também se registraram efeitos de luz e sombra durante os equinócios.[21] No Códice de Dresde pôde ser interpretado que os maias estudavam a trajetória orbital do planeta Vênus), ao qual lhe dedicaram uma pequena construção na cidade de Chichén Itzá.

piramides de gize e ponte de augusto e tiberio em rimini

Pirâmides do Egito se alinhavam com as estrelas
Alinhamento durou apenas alguns anos
Os astrônomos do Egito Antigo alinharam as pirâmides ao pólo norte usando duas estrelas como referência. A descoberta foi feita por egiptólogos britânicos, que decidiram usá-la para confirmar com precisão quando as pirâmides foram construídas.
Eles concluíram que as pirâmides do Vale de Gizé foram construídas em dez anos, por volta de 2.480 AC.
Há quase 4.500 anos, as duas estrelas mantinham uma determinada posição no céu, apontando diretamente o norte.
Mas o alinhamento só se manteve por alguns anos, atingindo precisão absoluta por volta de 2.500 AC _ antes e depois disso o movimento da Terra fez com que o a posição das estrelas no céu mudasse.
Estrelas
Kate Spence, da Universidade de Cambridge, desenvolveu essa teoria quando tentava explicar os desvios no alinhamento da base de várias pirâmides em relação ao pólo norte.
Alinhamento errado ajudou descoberta
Ela acredita que na Antiguidade podem ter sido usadas duas estrelas muito brilhantes, que em 2.467 AC estavam perfeitamente alinhadas entre si e o pólo norte.
"Nós sabemos que os antigos egípcios estavam extremamente interessados no céu, em especial nas estrelas no céu do Círculo Polar", disse a pesquisadora. "Os egípcios sempre se referiam a elas como 'As Indestrutíveis'".
"Com isso, essas estrelas se tornaram intimamente associadas com a Eternidade e a vida do rei depois da morte. Assim, depois da morte, o rei esperava se juntar às estrelas do céu do Círculo Polar _ por isso as pirâmides foram construídas voltadas para elas", explicou Kate Spence.
Astronomia na Antiguidade
As estrelas escolhidas eram Kochab, na constelação da Ursa Menor e Mizar, na Ursa Maior.
Como o eixo da Terra é instável e se move como um peão num período de 26 mil anos, os astrônomos de hoje conseguem calcular quando as estrelas de Kochab e Mizar estavam em alinhamento exato _ em 2.467 AC.
A Pirâmide de Gizé é feita de 2 milhões de blocos de pedra 
Em artigo na revista científica Nature, Kate Spence mostra que os erros de orientação em pirâmides construídas antes e depois dessa data mostram com precisão o desvio gradativo do alinhamento Kochab-Mizar do pólo norte, e também podem ter seu ano de construção determinado.
Owen Gingerich, do Centro de Astrofisica Harvard-Smithsonian, de Cambridge, Massachusets, disse que "Kate Spence conseguiu uma solução engenhosa para algo que há muito tempo é um mistério".
Assim como o coração, a internet tem razões que a própria razão desconhece: por uma delas, a história, divulgada originalmente em maio do ano passado, de que cientistas holandeses “descobriram” como os egípcios faziam para transportar os blocos de pedra usados na construção da Grande Pirâmide de Quéops – apoiando-os em grandes trenós e lubrificando a areia à frente com água – voltou a ser vendida como “novidade” agora no fim de abril.
Além de reciclada, a notícia também é redigida com certa dose de exagero. A ideia de que os egípcios lubrificavam o caminho por onde seus monumentos de pedra teriam de passar, antes de chegarem a seus destinos finais, não é exatamente original – como, aliás, o artigo científico dos holandeses, publicado no periódico “Physical Review Letters”, deixa claro. Mas o ressurgimento da história trouxe à tona também, nas redes sociais, o velho burburinho em torno dos antigos egípcios e suas tumbas piramidais: eles eram refugiados da Atlântida? Receberam ajuda extraterrestre? Como a Grande Pirâmide foi construída?
Essa última questão é especialmente importante, porque é dela que os defensores da “hipótese extraterrestre” e da “hipótese atlante” se valem: se não sabemos como as pirâmides foram erguidas, então é porque foram os aliens, ou a supercivilização do Continente Perdido!
Só que – e o leitor habitual deste espaço vai me perdoar pela repetição – não é válido argumentar a partir da ignorância: a eventual ausência de uma explicação razoável não prova a veracidade de explicações exóticas. Elas têm de se sustentar por seus próprios méritos, não pelas supostas falhas da alternativa.
E, afinal, é correto dizer que não sabemos afirmar como as pirâmides foram construídas? De certa forma, sim – mais ou menos como será válido afirmar, daqui a 4.500 anos, que não se saberá como a barragem de Itaipu foi construída: é bem possível que os registros exatos dos métodos e técnicas usados pela engenharia brasileira não sobrevivam até lá. Mas é de se esperar que os arqueólogos do ano 6515 percebam que a civilização brasileira do século 20 seria, sim, capaz de erguer a represa, ainda que não consigam precisar o método usado. O que é exatamente nossa situação em relação à Grande Pirâmide.
A história da evolução da pirâmide é bem clara no registro arqueológico egípcio. Estão preservadas a pirâmide de degraus de Djoser, com 60 metros de altura; duas tentativas fracassadas de se erguerem pirâmides de faces lisas, não escalonadas (a pirâmide caída, que se tivesse sido completada teria chegado a 92 metros, e a pirâmide torta, de 105 metros, ambas obras encomendadas pelo faraó Sneferu); e, finalmente, a primeira pirâmide de faces lisas bem-sucedida, também obra de Sneferu. Essa é a chamada Pirâmide Vermelha, e tem a mesma altura que a frustrante pirâmide torta.
O processo todo, que se desenrolou ao longo de várias décadas, mostra uma clara linha de aprendizado, tentativa e erro: é difícil imaginar que supercivilizações perdidas do passado, ou alienígenas capazes de atravessar a galáxia, precisassem de mais de meio século para descobrir como se constrói uma pilha triangular de pedras.
A pirâmide seguinte é a Grande Pirâmide, erguida para receber o corpo do faraó Quéops, ou Khufu. Essa tumba monumental tem cerca de 147 metros de altura. É 40% maior que a Pirâmide Vermelha. Foi a edificação mais alta do mundo, até a década de 1880.
Uma alegação comum dos piramidólogos esotéricos e/ou ufológicos é de que seria impossível transportar pedras para o alto da Grande Pirâmide por meio de rampas, porque para manter a inclinação da rampa dentro de um ângulo razoável, essa estrutura de apoio teria de ser maior que a pirâmide em si, um óbvio contrassenso.
A crítica até faz algum sentido: há cálculos que indicam que uma rampa simples deixaria de ser prática assim que a pirâmide superasse os 60 metros de altura. Mas quem disse que os egípcios estavam limitados a rampas simples? Eles poderiam ter usado, por exemplo, rampas em ziguezague, ou uma espiral envolvendo a pirâmide.
Há alguns anos, o arquiteto francês Jean-Pierre Houdin propôs que os egípcios poderiam ter usado uma rampa espiral subindo por dentro da pirâmide, algo que no fim da obra acabaria incorporado à própria estrutura. Essa não só é uma solução econômica e elegante, como parece confirmada por uma análise da densidade interna da tumba de Quéops.Três Reis Magos
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Disambig grey.svg Nota: Santos Reis e Reis Magos redirecionam para este artigo. Para outros significados, veja Santos Reis (desambiguação) ou Reis Magos (desambiguação).
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Adoração dos Magos, de Bartolomé Esteban Murillo.
Os Três Reis Magos, Reis Magos ou Magos (em grego: μάγοι, transl. magoi), na tradição da religião cristã, são personagens que teriam visitado Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Foram mencionados apenas no Evangelho segundo Mateus,[1] onde se afirma que teriam vindo "do leste" para adorar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus". Como três presentes (ouro, incenso e mirra), foram registrados, diz-se tradicionalmente que tenham sido três, embora Mateus não tenha especificado seu número, que pode ser três, quatro, doze ou até mais.[2] São figuras constantes em relatos da natividade e nas comemorações do Natal.[3][4][5] Melchior[6](também chamado Melquior ou Belchior[7]), Baltasar[8] e Gaspar, não seriam reis nem necessariamente três mas sim, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela variedade de presentes oferecidos. Não há relatos bíblicos sobre o nome dos magos.

Talvez fossem astrólogos ou astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Segundo o registro bíblico a estrela porém não os levou diretamente a casa do menino Jesus e sim ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judeia que coincidentemente desejava a morte de Jesus. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo. Até que os magos chegassem ao local onde estava o menino, já havia se passado algum tempo, por causa da distância percorrida, assim a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de janeiro.

A estrela, conta o evangelho, os precedia, e só após guiá-los ao cruel Herodes é que parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mateus 2:10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representar a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antisséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19:39-40).

2-A despeito disso, o método exato utilizado continua a ser alvo de debate: mas é um debate em torno de uma escolha racional entre técnicas de construção disponíveis no mundo egípcio de 4.500 anos atrás – sem a necessidade de se apelar para raios antigravitacionais ou engenheiros atlantes.Ponte em arco
Ponte do Gard na França.
Ponte em arco é um tipo de ponte de pedra, aço ou concreto em forma de arco ou sustentada por muitos pilares consecutivos também em arcos. Os viadutos podem ser feitos a partir da estrutura de uma ponte em arco.
A estrutura da ponte gera apenas esforços de compressão no arco principal, sendo por isso pedras e concretos muito utilizados.
Aqueduto de Segóvia.
Provavelmente, a mais antiga ponte em arco é a Ponte de Arcádico, na Grécia, que remonta ao período micênico. Embora a construção de arcos já fosse conhecida pelos gregos e etruscos, os romanos foram os primeiros a utilizá-los na construção de pontes. Os romanos construíram mais de 330 pontes em arco e 54 aquedutos.

As pontes romanas eram, em geral, simicirculares o que permitiu o amplo abastecimento de água nas grandes cidades e evitou que os aquedutos fossem destruídos durante as fortes inundações.[1]
Os romanos desenvolveram vários tipos de pontes em arcos desde as mais tradicionais, com pilares somente nas extremidades até as mais complexas com inúmeros arcos como, por exemplo, a Ponte do Gard na França.
Era Medieval
Ponte Vecchio em Florença.
Na Europa medieval as pontes romanas foram aprimoradas utilizando estruturas com menos pilares. Os arcos góticos também foram acrescentados reduzindo o uso de arcos e pilares sob as estruturas.
No século XIV as pontes em arco alcançaram novos padrões de engenharia com vãos livres de 40 metros(um recorde para a época) e se popularizaram por toda a Europa, principalmente na Itália.

Hoje
Ponte da Baía de Sydney.
Recentemente, pedra e tijolos continuaram a ser usados na construção de pontes em arco junto com materiais mais modernos como ferro fundido, aço e betão.
Rimini, Itália: Entre A Ponte De Tibério, O Arco De Augusto, E O Sorvete Italiano
Itália by Mairon Giovani - 1 de maio de 2017
Ariminum é como os antigos romanos chamaram esta cidade então fortificada às margens do Mar Adriático. Para lá para trás dos cavalos, no horizonte da foto, está a praia. Hoje, conhecida pelo nome de Rimini, esta cidade é um simpático resort de verão dos italianos.
Estamos na região italiana da Emilia-Romanha, a mesma de Bolonha, só que no litoral. Rimini é uma cidade de médio porte, com seu centro histórico que — como há de ser numa boa cidade italiana — guarda marcas da antiguidade romana juntamente com o casario típico dos séculos mais recentes. Como estamos na Emilia-Romanha, temos aqui aquele casario de tons pastéis entre o amarelo, o rosa e o laranja, como em Bolonha.
Ponte di Tibério (Rimini)
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Ponte de Tibério
Pons Augustus
Ponte d'Augusto
Tiberius-Brücke.JPG
Coordenadas 44.063689 ° N 12.563656 ° C Coordenadas: 44.063689 ° N 12.563656 ° PT
Transporta Via Aemilia
Cruzes Marecchia (antiga Arimino)
Localidade Rimini , Itália
Características
desenhar Ponte em arco
Comprimento total 62,6 m (entre pilares)
Largura 8,6 m
Maior duração 10,6 m
No. de vãos 5
História
Final da construção 20 AD
Ponte di Tiberio está localizado em Itália Ponte di TiberioPonte di Tiberio
Localização na Itália
A Ponte de Tibério (em italiano : Ponte di Tiberio ) ou Ponte de Augusto (em latim : Pons Augustus ) é uma ponte romana em Rimini , Itália . A ponte possui cinco arcos semicirculares com um comprimento médio de ca. 8 m. O trabalho de construção começou durante o reinado de Augusto e terminou sob o seu sucessor Tibério em 20 dC; uma inscrição assim chama a estrutura de "dada por ambos os imperadores". [1] A ponte foi a única travessia do Marecchianão foi destruído pelo exército alemão em retirada durante a batalha de Rimini e é dito que resistiu a todas as tentativas de destruição, incluindo a falha de ignição de cargas explosivas. [2] A ponte ainda está aberta ao tráfego de pedestres e veículos, com exceção de veículos pesados ​​de mercadorias.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quadro de da Vinci é leiloado pelo maior valor da história, em Nova York

O leilão foi realizado pela casa de vendas Christie's e a disputa pela pintura de da Vinci foi intensa. A partir de US$ 70 milhões, seu preço inicial, compradores ofereceram US$ 225 milhões, depois US$ 270 milhões, até ser arrematado pelo preço final, por um comprador não revelado.  
O valor supera o do último quadro mais caro da história, “Mulheres de Argel”, de Pablo Picasso , vendido em 2015. “Salvator Mundi” é um retrato de Jesus Cristo, dando a benção com a mão direita. Acredita-se que o quadro tenha sido feito entre 1505 e 1513 e um dia já pertenceu ao rei Carlos I, da Inglaterra.
A venda foi amplamente divulgada pela Christie's, com uma ação de publicidade feita por uma agência, algo nunca feito antes, segundo informações do The New York Times. A casa chamou a pintura de “o último Da Vinci”, em sua campanha de marketing. Além disso, a obra foi incluída em seu leilão de arte contemporânea, mais badalada, e não na seção de Velhos Mestres, como seria de costume

Dúvidas

No entanto, o quadro não é unanimidade quanto ao seu valor artístico. Estudiosos de arte dizem que a pintura não está em condições perfeitas e que o estilo não é totalmente similar ao de Da Vinci, levantando dúvidas sobre sua autenticidade.

Leonardo da Vinci


(atual  Itália)
Morte2 de maio de 1519 (67 anos)
Amboise, Reino da França
(atual  França)
OcupaçãoAtuou em diversas áreas, como pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, matemático, fisiólogo, químico, botânico, geólogo, cartógrafo, físico, mecânico, inventor, anatomista, escritor, poeta e músico
Principais trabalhosMona Lisa
A Última Ceia
A Virgem das Rochas
Homem Vitruviano
Escola/tradiçãoAteliê de Verrocchio
Pintura Italiana
MovimentoestéticoAlto Renascimento
Assinatura
"Eu, Leonardo"
Leonardo di Ser Piero da Vinci (Loudspeaker.svg? pron.), ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452[1] — Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata nascido na atual Itália,[1][nb 2] uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento,[1] que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.[2][3][4] É ainda conhecido como o percursor da aviação e da balística.[2] Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção.[5] É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e como possivelmente a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido.[6] Segundo a historiadora de arte Helen Gardner, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante.[5]
Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I.
Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor.[6] Duas de suas obras, a Mona Lisa[1] e A Última Ceia,[1] estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e sua fama se compara apenas à Criação de Adão, de Michelangelo.[5] O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural,[7] e foi reproduzido por todas as partes, desde o euro até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes — e frequentemente desastrosas — com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica.[nb 3] Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações — que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura — formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.[nb 4]
Leonardo é reverenciado pela sua engenhosidade tecnológica;[6] concebeu ideias muito à frente de seu tempo, como um protótipo de helicóptero, um tanque de guerra, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, e uma teoria rudimentar das placas tectônicas.[9] Um número relativamente pequeno de seus projetos chegou a ser construído durante sua vida (muitos nem mesmo eram factíveis),[nb 5] mas algumas de suas invenções menores, como uma bobina automática, e um aparelho que testa a resistência à tração de um fio, entraram sem crédito algum para o mundo da indústria.[nb 6] Como cientista, foi responsável por grande avanço do conhecimento nos campos da anatomia, da engenharia civil, da óptica e da hidrodinâmica.
Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior gênio da história,[10][11][12][13] devido a sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas. Num estudo realizado em 1926 seu QI foi estimado em cerca de 180.[14][15]

1917-18, Amadeo Modigliani ,nu couche

 (Foto:  )

Salvator Mundi

Reprodução/Twitter
"Salvatore Mundi" é atribuída a Leonardo Da Vinci e foi feita há cinco séculos
Um quadro pintado por Leonardo da Vinci, "Salvator Mundi", foi vendido por US$ 450,3 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhões), em Nova York. Este é o maior valor na história já pago por uma única obra de arte. A pintura era o último trabalho do artista italiano ainda mantido em coleções privadas. A venda aconteceu nesta quarta-feira (15).

Les Femmes d'Alger

Les Femmes d'Alger


Les Femmes d'Alger
AutorPablo Picasso
Data1954-1955
Técnicaóleo sobre tela
Dimensões114 cm x 146,4 cm
Les Femmes d'Alger (Mulheres de Argel) é uma série de 15 pinturas e vários desenhos do artista cubista espanhol Pablo Picasso. A série, criada em 1954-1955, inspirou-se na pintura de Eugène Delacroix de 1834, Mulheres de Argel em seu apartamento (em francês: Femmes d'Alger dans leur appartement).[1] A série é uma das várias pintadas por Picasso em homenagem aos artistas que admirava.[2]
Toda a série de Les Femmes d'Alger foi comprada por Victor e Sally Ganz da Galerie Louise Leiris em Paris por 212.500 dólares em junho de 1956 (equivalente a 1,9 milhão de dólares em 2016).[3] Dez pinturas da série foram posteriormente vendidas pelos Ganzs para a Galeria Saidenberg, mas o casal manteve as versões "C", "H", "K", "M" e "O" da obra.[4]
Muitas das pinturas individuais da série estão agora em coleções públicas e privadas proeminentes.

História

Em dezembro de 1954, Picasso começou a pintar uma série de variações gratuitas da obra Mulheres de Argel em seu apartamento (Les Femmes d'Alger) de Eugène Delacroix. Ele começou sua primeira versão (cat. 19) seis semanas depois de aprender sobre a morte de seu amigo e rival de toda a vida Henri Matisse - e, para Picasso, o tema "oriental" desta série de pinturas manteve fortes associações com Matisse, bem como com Delacroix. Matisse tinha sido famoso por suas imagens de mulheres lânguidas e voluptuosas conhecidas como odalisques - a forma francesa da palavra turca para mulheres em um harém. "Quando Matisse morreu, ele deixou suas odalisques como legado", brincou Picasso. Muitos dos retratos de Picasso de Jacqueline por volta de 1955-56 representam-na desta forma (cat. 9).[5]

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