terça-feira, 3 de julho de 2018

Quéops

Quéops

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Quéops
NascimentoSéculo XXVII a.C.
Morte2570 a.C.
CidadaniaAntigo Egito
ProgenitoresMãe:Hetep-heres I
Pai:Seneferu
Filho(s)Hetep-heres II, Djedefré, Khaf-re, Nefertiabete
Irmão(s)Nefermaat, Rahotep e Nofert
Ocupaçãoestadista
Quéops, Khufu em egípcio antigo, foi um faraó do Antigo Império do Egito Antigo. Ele reinou por volta de 2551 a.C. a 2528 a.C. Foi o segundo faraó da Quarta Dinastia.
Quéops era filho do faraó Snefru e, ao contrário de seu pai, foi lembrado como sendo cruel e sem piedade.[1] Quéops teve diversos filhos, um dos quais, Djedef-re que foi seu sucessor imediato. Ele teve uma filha chamada Hetepherés II.
Quéops foi o faraó responsável pela construção da maior das três Pirâmides de Gizé[1] e que são as únicas das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existentes —, levando seu nome em grego: a Pirâmide de Quéops.
A Pirâmide de Quéops, também conhecida como a Grande Pirâmide, é o monumento mais massivo construído pelo ser humano [2](apesar de suplantado por outras construções não monumentais, como a Muralha da China, um conjunto de estruturas com mais de 21mil km de extensão, com finalidade militar). Aproximadamente possui 2,3 milhões de blocos de rocha, cada um pesa em torno de 2,5 toneladas, resultando um total de ~5.700.000t. Com mais de 146 metros de altura, só foi ultrapassada no século XVI pela torre da Catedral de Beauvais que foi terminada em 1569.[3]

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Cleópatra

Cleópatra, rainha do Egito de 51-30 aC, era filha de Ptolomeu XII Auletes.
Falava seis idiomas, era uma política admirável e soube usar sua sedução para garantir uma posição favorável ao Egito dentro da crescente influência de Roma.
Cleópatra

Rainha do Egito

Conforme o estipulado por seu pai reinou junto ao irmão e depois se casou com ele, prática comum desta dinastia. Por causa dos conflitos que surgem entre a jovem rainha e os partidários do irmão, Cleópatra pede ajuda a Roma para tentar transformar a invasão romana numa aliança favorável ao Egito.
Assim torna-se amante de Júlio César e, posteriormente, mãe do seu filho. César arrisca sua posição, mas defende os direitos de Cleópatra ao trono. Sufoca a rebelião em Alexandria e faz dela a única rainha do Egito.
Em seguida, Cleópatra se reúne com Júlio César em Roma, mas ali não é bem recebida devido às intrigas, especialmente daqueles que desejavam matá-lo. Após o assassinato de Júlio César, volta ao Egito com o filho.
Saiba mais sobre a Civilização Egípicia.

Relações com Marco Antônio

Em Roma, o Segundo Triunvirato formado por Marco Antônio, Otávio e Lépido, planeja a expansão dos domínios romanos para o Oriente.
Por isso, Marco Antônio convoca Cleópatra para um encontro na cidade de Cilícia. A rainha foi numa embarcação adornada de ouro e prata a fim mostrar toda riqueza e poder egípcio. Marco Antônio se apaixona por ela, mas deve voltar a Roma para casar-se com Otávia.
Apesar de ter dado a luz a gêmeos, Alexandre e Cleópatra, a rainha encontrou-se isolada, após a volta de Marco Antônio. Em 37 aC, a pedido de Antônio, empreendeu uma expedição contra os Partos e os dois se juntam em Antioquia. O terceiro filho, Ptolomeu Filadélfio, nasceu no ano seguinte, mas a guerra contra os Partos termina em derrota e Otávio usa este fato para instigar os romanos contra Marco Antônio.
Marco Antônio ainda faz de Cleópatra rainha da Síria, Cilícia, Chipre e Arábia. Isto provoca a ira de Otávio que declara guerra a Cleópatra.
À frente de uma frota poderosa, Marco Antônio é derrotado por Otávio e o general Agripa. Marco Antônio consegue chegar às costas de Alexandria e acredita que foi abandonado por Cleópatra. Desta maneira, comete suicídio com sua espada. Por sua vez, ao saber desta atitude, Cleópatra prefere seguir o amante e mata-se também, deixando-se picar por uma cobra.

Mito no Ocidente

Cleópatra entrou no imaginário ocidental como sinônimo de beleza e sedução. O fato de ter conquistado a dois homens poderosos do seu tempo contribuiu para a construção desta lenda.
As pinturas históricas do século XIX e também os filmes realizados no seculo XX reforçaram esta imagem que privilegiam seus atributos físicos em detrimento da sua inteligência.
Cleópatra
A morte de Cleópatra inspirou artistas como Hans Makart.

Biografia

Cleópatra é o nome sete rainhas do Egito. A mais conhecida foi Cleópatra VII (Alexandria 69 aC a 30 aC -Alexandria), rainha de 51-30 aC, durante a conquista romana.
Filha de Ptolomeu XII, Cleópatra foi a primeira rainha grega a falar egípcio, adotar certas crenças faraônicas e queria devolver ao Egito seu antigo esplendor.
Subiu ao trono aos 18 anos e enfrentou uma guerra contra o irmão.
Posteriormente, foi amante de Júlio César, que lhe garantiu o trono do Egito. Em seguida, se relacionou com Marco Antônio. De ambos teve filhos que estavam destinados a serem soberanos.
Com a derrota de Marco Antônio pelas tropas de Otávio Augusto, o primeiro comete suicídio. Para não se tornar um brinquedo nas mãos do novo conquistador, Cleópatra também se mata, deixando-se morder por uma serpente.

Filmes

  • César e Cleópatra. Direção: Gabriel Pascal. Ano: 1945.
  • Cleópatra. Direção:Joseph L. Mankiewicz. Ano: 1963.

Miquerinos

Miquerinos
Morte2503 a.C.
ProgenitoresPai:Khaf-re
Filho(s)Chepseskaf
Ocupaçãoestadista
Menkauré e Khamerernebti II.
Miquerinos, Menkauré em egípcio antigo, foi um rei da IV dinastia egípcia. Menkauré significa "estáveis são os kau de Ré" (sendo kauo plural de ka, elemento constituinte do ser humano na mentalidade egípcia).
Era filho de Quéfren, o rei da segunda pirâmide de Guiza, e da rainha Khamerernebti I. Foi casado com a sua irmã Khamerernebti II, tendo tido mais duas esposas. Miquerinos teve pelo menos dois filhos do sexo masculino: um faleceu e o outro, Chepseskaf, foi o seu sucessor.
Manetão, que o chama Mencheres, atribui-lhe um reinado de sessenta e três anos, algo considerado inverosímil pelos investigadores modernos. No Papiro Real de Turim o número que informa sobre este aspecto é de leitura difícil, desconhecendo-se se é 18 ou 28. O egiptólogo alemão Jürgen von Beckerath situa o seu reinado entre 2514 e 2486 a.C., enquanto que Jaromir Malek entre 2488 e 2460 a.C..
Desconhecem-se muitos pormenores relativos ao reinado de Miquerinos. Heródoto descreve-o como um rei "pio" e justo, que mandou reabrir os santuários. Esta descrição do historiador grego baseia-se em relatos populares de credibilidade duvidosa.
Ao nível das representações artísticas, conhecem-se várias estátuas do soberano. Numa estátua que se encontra hoje em dia no Museum of Fine Arts de Boston surge com a sua esposa, que o abraça carinhosamente. Está igualmente representado em várias estátuas junto a duas mulheres, a deusa Hator e a personificação de um nomo, formando uma tríade. Estas estátuas (em xisto) foram encontradas no templo do vale de Miquerinos, escavado por George Reisner entre 1905 e 1927.
A sua pirâmide em Guiza (Gizé) é menor que a de Quéops e Quéfren. Contudo, foi revestida, até um terço da sua altura, com um material mais nobre, o granito de Assuão. O seu túmulo foi restaurado na época da XXVI dinastia. No seu interior foi encontrado na época moderna um sarcófago que foi enviado para Londres, mas o barco que o transportava acabou por naufragar ao largo da costa de Portugal.
Precedido por
Bauef-re
Faraó
IV dinastia egípcia
Sucedido por
Chepseskaf


Quéfren

Quéfren
NascimentoSéculo XXVI a.C.
Morte2479 a.C.
CidadaniaAntigo Egito
ProgenitoresPai:Khufu
Filho(s)Menkauré, Khamerernebti II
Ocupaçãosoberano
Quéfren (em egípcio antigo: Khaf-re) foi um faraó egípcio da quarta dinastia. Ele construiu a segunda maior das pirâmides de Gizé, a Pirâmide de Quéfren e um templo, que é o único exemplo de templo remanescente do período do Antigo Egito. Seu nome, Khaf-Re, significa "da coroa de Rá" para alguns tradutores e "suba Rá" para outros; o significado mais provável é o primeiro, por os hieróglifos representando seu nome possuem tal coroa.
Quéfren em hieróglifos:
←raxa
a
f→

Precedido por
Djedef-re
Faraó
IV dinastia egípcia
Sucedido por
Bauef-re

Seneferu



Seneferu
Snefru
Seneferu, Museu Egípcio
Seneferu, Museu Egípcio
Faraó do Egito
Reinado24,30 ou 48 anos por volta de 2600 a.C.,  (IV Dinastia)
PredecessorHuni
SucessorQuéops
Esposa(s)Hetepherés I
FilhosQuéops, Ankhhaf, Kanefer, Nefermaat, Netjeraperef, Rahotep, Ranefer, Iynefer I, Hetepherés I, Nefertkau I, Nefertnesu, Meritites I, Henutsen
PaiHuni
MãeMeresankh I
TumbaPirâmide Vermelha?
MonumentosPirâmide de Meidum, Pirâmide Curvada, Pirâmide Vermelha
Seneferu ou Snefru foi o primeiro faraó da IV Dinastia do Antigo Egito (ou foi um faraó da III Dinastia).[1] Reinou entre 2630 a.C. e 2609 a.C. ou 2613 e 2589, conforme a cronologia estabelecida pelos diversos investigadores.

Vida e reinado[editar | editar código-fonte]

Seneferu era filho do rei Huni e de Meresankh I, uma concubina ou esposa secundária que não seria de sangue real. Casou com Hetepherés I, provavelmente a sua meia-irmã, que seria filha de Huni com a sua esposa principal; desta forma o casamento com a meia-irmã teria como objectivo legitimá-lo como rei.
Um dos filhos de Seneferu e Hetepherés I foi Quéops, mais conhecido em português como Quéops, seu sucessor e monarca associado à grande pirâmide de Guiza (Gizé). Com outras esposas teve outros filhos e filhas, como Ankhhaf, Nefermaet e Kanefer, dois filhos que se seriam tjatis.
Durante seu reinado, hordas asiáticas invadiram o Delta, que ele defendeu construindo vários fortes na fronteira; estas construções foram lembradas e associadas ao seu nome por dez séculos.[1] Ele também teve problemas com as minas de cobre do Sinai, e, ao retomar seu controle, fez com que seu espírito fosse adorado pelas gerações seguintes como o deus protetor das minas.[1]
Seneferu ordenou uma campanha militar na Núbia, a respeito das quais as inscrições egípcias falam de milhares de prisioneiros.[1]Há razões para duvidar da historicidade destes relatos; estas intervenções teriam tido como objectivo essencial manter a ordem e impedir ataques ao Egipto por partes daqueles povos.
Em contrapartida, as expedições comerciais foram inúmeras. O rei ordenou expedições para explorar as minas de turquesa de Uadi Maghara no Sinai. Ele construiu uma frota de navios, e comerciou com Creta e a costa da Síria, trazendo do Líbano o seu famoso cedro.[1]
O rei notabilizou-se pela sua grande actividade arquitectónica. Durante o seu reinado surgiu pela primeira vez a pirâmide lisa no Egipto. A Seneferu estão associadas duas pirâmides, a maior das quais em Meidum.[1]
A pirâmide de Meidum foi provavelmente começada no reinado do seu antecessor. Quando a corte se mudou para Dahchur no ano 15 do reinado de Seneferu, o monarca ordenou a construção de uma pirâmide, conhecida hoje em dia como "romboidal", com arestas arqueadas que mudam de ângulo a meio da estrutura. Não se sabe se a arquitectura da pirâmide seria propositada ou um erro de construção.
A outra pirâmides em Dahchur é conhecida como a Pirâmide Vermelha. É considerada como a primeira verdadeira pirâmide construída no Egipto. Também está associada a este rei uma pequena pirâmide em degraus em Seila[2].
Foi durante o seu reinado que a arte egípcia adquiriu os padrões que a caracterizariam. O túmulo da sua esposa Hetepheres[3] é revelador do requinte das artes neste período. Situado perto da grande pirâmide de Guiza (Gizé), encontrou-se nele um quarto de dormir com uma cama com pés em forma de patas de leão e uma grande cadeira com decoração com motivos vegetais.
Durante seu reinado, o faraó deixou de se preocupar com todos os detalhes do governo, havia um "grão-vizir", controlando os departamentos de Estado, e vários outros oficiais, além dos governadores das cidades.[1]
Ele foi sucedido por Quéops, mas a relação entre Seneferu e Quéops tida por alguns como desconhecida, Seneferu não teria deixado descendentes e Quéops já era uma figura importante na corte, mas em mackenzie Quéops é chamado de filho de Sneferu.[1]
O Papiro de Westcar também relata Seneferu como pai de Quéops: Então Baufre levantou-se e disse: Ouça, Vossa Majestade, uma maravilha que aconteceu no tempo de seu pai, o faraó Seneferu, justificado, realizada pelo chefe dos sacerdotes-leitores e escriba dos livros Djadjaemankh. . De acordo com o referido papiro, a frase foi dirigida por Baufre ao Faraó Quéops, o que corrobora a ligação de Quéops (Queops) como realmente filho de Seneferu e não meramente seu sucessor no trono.

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