terça-feira, 3 de maio de 2022

PROCEDIMENTOS NA CHINA

A China anunciou recentemente uma série de medidas para simplificar o processo de entrada de estrangeiros no país. As mudanças, reveladas durante uma conferência da Administração Nacional de Imigração na última quinta-feira, 11, representam um passo ousado na estratégia de abertura econômica e cultural do gigante asiático. Uma das transformações mais notáveis é a flexibilização das condições para estrangeiros obterem vistos na chegada à China. Para aqueles que necessitam participar urgentemente de cooperação comercial, intercâmbios, investimentos e outras atividades não diplomáticas, e que enfrentam desafios na obtenção de vistos no exterior, a opção de solicitar um visto na chegada agora está disponível. Isso pode ser feito mediante apresentação de cartas de convite e documentos de suporte às autoridades competentes na chegada. CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Além disso, a China agora permite que estrangeiros realizem trânsito em nove aeroportos internacionais designados por até 24 horas, eliminando a necessidade de procedimentos imigratórios tradicionais. Essa medida abrange aeroportos cruciais, como o Beijing Capital, Shanghai Pudong e Guangzhou Baiyun, facilitando significativamente as conexões internacionais e a experiência de viagem dos passageiros. Veja também Brasil e Argentina cancelam limite de 170 voos semanais de passageiros entre os países Na China, Country Garden deixa de pagar US$ 13,4 milhões em juros sobre bônus doméstico Forte explosão deixa dois mortos e mais de 20 feridos na China CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE Prolongar estadia A flexibilidade se estende também aos estrangeiros que desejam prolongar sua estadia na China para participar de atividades de cooperação comercial, intercâmbios ou investimentos. Adicionalmente, aqueles que precisam viajar múltiplas vezes para o país podem agora solicitar vistos de entrada múltipla, apresentando uma carta de convite e outros documentos de suporte. No que se refere aos procedimentos de visto, a China introduziu a dispensa da apresentação de documentos em papel para estrangeiros cujos registros de acomodação e licenças comerciais possam ser acessados por meio de compartilhamento de informações. Para vistos de reunião familiar de curto prazo, uma declaração de parentesco emitida pela pessoa que convida agora pode ser aceita em substituição à documentação tradicional de parentesco. Essas mudanças acontecem em um momento crucial de recuperação econômica na China, refletindo o compromisso crescente com uma abertura mais ampla ao mundo. Autoridades enfatizaram que, em resposta à crescente demanda por serviços de gerenciamento de imigração, a Administração Nacional de Imigração está colaborando ativamente com autoridades relevantes para superar desafios associados à entrada de estrangeiros para negócios, estudo e turismo no país. O fluxo de visitantes na China está em ascensão, com autoridades de fronteira registrando um total de 210 milhões de entradas em 2023, representando 62,9% dos níveis pré-pandêmicos em 2019. A retomada de voos internacionais e trocas transfronteiriças aponta para um aumento contínuo em 2024. No mês passado, a China elevou ainda mais suas iniciativas ao anunciar uma política de visto sem visto por um ano para portadores de passaporte ordinário de seis países – França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha e Malásia – a partir de 1º de dezembro de 2023. Além de facilitar os intercâmbios entre pessoas, essa medida busca fortalecer os laços entre a China e outras nações estrangeiras, alinhando-se com os objetivos de desenvolvimento e abertura de alta qualidade do país.

IBRAVIN

Temos de manter o IBRAVIN A desunião tem sido uma das características mais nocivas do setor de vinhos gaúchos. E essa desunião levará a extinção de uma entidade que foi criada com muito esforço, justamente para unir o setor: o IBRAVIN. Eu fui testemunha porque acompanhei os esforços que na época André Cirne Lima fez como representante do Governo Estadual para costurar um acordo entre as entidades, formatar o modelo e estudar a origem dos recursos. Depois de muito tempo e discussões se chegou ao modelo de IBRAVIN atual com participação do Governo Estadual e das entidades representativas da uva e do vinho. Criado como ente que atenderia as ansiedades do setor, o IBRAVIN andou sozinho durante anos porque o setor permitiu, e fez algumas coisas certas e alguma erradas. Infelizmente as erradas foram mais graves. Agora, devido a problemas relacionados a gastos excessivos e alguns não devidamente comprovados, por pura má gestão, está na iminência de ser extinto e os recursos a ele destinados, transferidos a outra entidade: a UVIBRA. É bom lembrar que a UVIBRA foi contrária a criação do IBRAVIN, então soa um pouco estranho que agora queira assumir suas funções e claro, receber os 12 milhões a ele destinados. Entre as declarações absurdas de alguns dirigentes, a mais reveladora é aquela que afirma que os recursos de agora em diante, serão destinados a promover os vinhos gaúchos e não todos os vinhos brasileiros. A justificativa é que esses recursos resultam de contribuições das cantinas do RS. O que não se esclareceu é que esses recursos resultam de uma RENÚNCIA FISCAL do Governo Estadual já que o valor que as cantinas pagam é posteriormente descontado do ICM a pagar. Do bolso das cantinas não sai nada. É o Governo que sustenta. Propor promover somente o vinho gaúcho demonstra a visão míope que predomina no setor. Precisamos falar do VINHO BRASILEIRO, sem distinção de tipo ou origem e lutar para que o exemplo do Governo gaúcho seja seguido por SC, PR, SP, MG, BA, PE e outros estados que produzam uvas e vinhos. Desta forma haverá recursos para promover uma grande, duradoura e consistente campanha de promoção e publicidade que tenha como objetivo aumentar o consumo, dos miseráveis 1,8 litros por habitante/ano para 3-4-5 ou quem sabe mais. Os importadores teriam de se engajar também nesta campanha com recursos porque o crescimento de mercado interessa muito a eles. O Brasil representa um dos poucos mercados do mundo com potencial para crescimento importante do consumo de vinhos e espumantes. Os países tradicionais estão sofrendo constantes quedas de consumo. O problema do IBRAVIN se resolve fácil, sanando as pendências, nomeando um administrador competente que gerencie a entidade, reduzindo sua estrutura de 24 para menos de 10 funcionários e dando como missão prioritária o incremento do consumo em todo o país. O IBRAVIN sobrevirá se as principais lideranças do setor, especializadas em mercado, em exportação, em marketing, em produção se unem formando um Conselho ou um Grupo de Trabalho ou o que for para orientar e gerir seu destino. O Governo Estadual pode ter a melhor das boas intensões, mas se conduz erradamente o tema e extingue o IBRAVIN, ainda que temporariamente, data um tiro mortal no futuro da vitivinicultura brasileira. Ele tem de continuar, com nova cara, com nova estrutura, com novos objetivos, bem administrado, transparente. Mas sendo apoiado por todos, sem ataques, sem estrelismos. A participação dos vinhos nacionais no mercado não para de cair e o Acordo Mercosul / União Europeia virá, mais cedo ou mais tarde. Não há outra solução que não seja aumentar o consumo, ganhando novos adeptos, incorporando o vinho aos hábitos gastronômicos, levando o consumo diário moderado aos lares, criando a cultura que passara de geração para geração como nos países tradicionais. O lutamos todos juntos para construirmos nosso futuro, ou nos lamentaremos, com certeza mais tarde. Postado por Adolfo Lona às 18:48 12 comentários: quarta-feira, 24 de abril de 2019 Breve histórico da evolução dos espumantes no Brasil – (Que eu vivi) Todos conhecemos a origem do vinho de Champagne e sua evolução até nossos dias, passados quatrocentos anos. Hoje, com justiça, é considerado um dos vinhos mais emblemáticos e desejados do mundo. No Brasil, a história é bem mais curta, somente algo mais de cem anos, mas não por isso menos interessante. Vou me permitir relacionar as pessoas, os produtos e os acontecimentos que ao longo deste tempo, permitiram que os espumantes brasileiros ganhassem o prestígio que eles tem atualmente junto ao mercado consumidor. Representar quase 80% das vendas totais anuais, é uma clara demonstração desta afirmação. Armando Peterlongo: Foi indiscutivelmente o pioneiro que no ano de 1913 começou em Garibaldi a produzir espumantes pelo método tradicional. Com sua tenacidade e empreendedorismo, transformou a marca Peterlongo, em sinónimo de “champagne” como era chamado na época. Ganhou prestigio, frequentou as mesas do Itamaraty e da sociedade brasileira. Garibaldi ganho fama como a cidade do champagne. Georges Aubert: Em 1951 chega à cidade esta empresa francesa disposta a produzir espumantes de qualidade pelo método charmat. Em poucos anos, e tendo no comando Gilbert Troier, os espumantes Georges Aubert dividem a liderança com Peterlongo e contribui para a fama também da cidade. De Gréville: Em 1973 chega à Garibaldi a famosa Martini e Rossi, que na época tinha uma excelente rede de distribuição através da qual transformou o vinho Château Duvalier, no mais vendido a até hoje não superado como marca individualmente. Em 74 vendia 1.200.000 cxs de 6 unidades. O Presidente na época, o saudoso Francesco Reti, um home visionário e conhecedor do mercado brasileiro como poucos, decidiu fazer instalações para produzir espumantes. Eu tive o privilégio de ser escolhido em Mendoza em fins de 1972 para assumir o controle dos engarrafamentos do vinho em Caxias, e das obras de construção da cantina em Garibaldi. Atuou como consultor o Sr. Silvain De Sournac, enólogo da vinícola Cazanove de Champagne. O champagne De Gréville, apesar de ser elaborado pelo método Charmat, seguia a técnica de champagne e lançou o estilo de espumantes mais maturados. De imediato, pela qualidade e pela distribuição, De Gréville ganhou destaque e mercado dentro do seguimento de espumantes premium. Chandon: Em 1976 chega também a Garibaldi, a empresa PROVIFIN, Produtora de Vinhos Finos, formada pela associação entre a Cinzano, que aportou sua rede de distribuição, a Monteiro Aranha que aportou recursos e a Chandon francesa que aportou o nome e os recursos técnicos. O Diretor Técnico da Chandon da França, Philippe Culon trouxe do Chile o enólogo Mário Geisse que comandou durante anos esta vinícola que veio para reforçar a oferta de espumantes de qualidade. Mario posteriormente sairia da Chandon para criar sua própria produtora e também contribuiria substancialmente para consolidar a imagem do RS como produtor de espumantes de qualidade. O grande mérito da Chandon, além de ter contribuído para a imagem dos espumantes brasileiros junto ao mercado consumidor, foi ter substituído o nome champagne por espumante. A denominação espumante oferecia resistência das cantinas porque era associado a sidras e espumantes de menor qualidade. Com a chancela da Chandon o mercado aceitou esta denominação e os produtores o adotaram definitivamente. Brasil começava finalmente a respeitar as denominações de origem que não lhe pertenciam. Foi um grande passo. Angelo Salton: Assim como as empresas internacionais contribuíram com recursos investidos em mídia, com a distribuição a nível nacional e com modernas tecnologias de produção, Angelo Salton contribuiu, com seu entusiasmo e esforço, na expansão a oferta do mercado de espumantes brasileiros. A vinícola Salton produzia na época vinhos finos nos quais concentrava seus esforços. Angelo muda o foco para a produção e comercialização de espumantes e assume pessoalmente o desafio de crescer substancialmente neste seguimento. Foi, como Francesco Reti da Martini em 1973, um visionário e o tempo demonstrou quanto estavam corretos. Angelo iniciou seu incansável trabalho no estado de São Paulo onde morava e teve tanto êxito que a marca Salton se transformou em líder de mercado. Esta liderança não foi casual nem passageira. Até hoje, Salton é líder de mercado na comercialização de espumantes e possui uma das mais modernas instalações de produção de espumantes pelo método Charmat. Valduga: Esta vinícola, dirigida pela admirável dupla João e Juarez Valduga, teve sempre como foco central a produção de vinhos. Desde os anos noventa produzem vinhos finos de qualidade e investem fortemente no eno-turismo. A esse respeito é justo ressaltar que Juarez Valduga foi um dos idealizadores do Vale dos Vinhedos e muito do sucesso atual é devido a ele. Sem dúvida, outro visionário. Com o tempo acrescentaram vinhos produzidos em outros países e reforçaram sua atenção nos espumantes. Quando a Domecq decide sair do Brasil e encerrar suas atividades em suas belas instalações em Garibaldi, a Valduga as adquire e cria uma vinícola, a Domno do Brasil onde produziria espumantes pelo método charmat. Com a marca Nero ganha mercado rapidamente e contribui com seu esforço, para o aumento de consumo de espumante no Brasil. Considero a Valduga uma das empresas vitivinícolas mais lúcidas do Rio Grande do Sul. Há poucos anos, percebendo o avanço das cervejas artesanais, cria e lança a cerveja Leopoldina para entrar num mercado conhecidamente promissor. Cooperativa Aurora: Esta empresa é um exemplo de organização e dinamismo. Há poucos casos no mundo de uma cooperativa vinícola com tamanho sucesso. Aurora, além de participar ativamente do mercado de espumantes, possui uma das instalações mais modernas para produzi-los pelo método charmat. Aurora, assim como a Cooperativa Garibaldi, oferecem serviços de elaboração de espumantes (eu faço aí meus charmat) a vinícolas pequenas e possibilitam que estas possam participar do mercado. O investimento necessário para uma boa instalação é extremamente elevado e inviável para quem produz menos de 100 mil garrafas anuais. Prosecco: Este espumante da região do Veneto, na Itália, entrou muito forte no mercado brasileiro, em especial no estado de São Paulo e também contribuiu para o aumento de consumo. O nome, muito apropriado, se tornou sinônimo de espumante e até hoje alguns consumidores os confundem. Este artigo não tem nenhuma pretensão de ser completo já que com certeza muitas pessoas, empresas e produtos mais também ajudaram a divulgar o espumante e fomentar o consumo. Me desculpem por ter resumido nestes que citei. É mais um relato do que vivenciei desde minha chegada ao Brasil em janeiro de 1973. Aproveito para homenagear todos e agradecer pelo esforço. Quero encerrar dizendo que tenho certeza que poucos produtos derivados da uva e do vinho, tem um futuro tão promissor como o espumante.

Manoel Palhano de Jesus, ancestral da Família Palma

Filhos, netos e bisnetos de Manoel Palhano de Jesus, ancestral da Família Palma F 1.1 – MANOEL PALHANO PRESTES (1825 – inventário de 1887, provável dia da morte: 24 de maio de 1887), c.c. THOMAZIA MARIA PEQUENA. Filhos: N 1.1.1 - MARIA, c. c. Manoel Francisco de Siqueira. N 1.1.2 - IDALINA, c. c. José Maria da Silva. N 1.1.3 - JOÃO PALHANO, c. c. Henriqueta Palhano. N 1.1.4 - JOSÉ PALHANO PRESTES. N 1.1.5 - JULIA PALHANO. N 1.1.6 - ALEXANDRINA PALHANO. N 1.1.7 - BALBINA PALHANO. N 1.1.8 - MARIA JOSÉ PALHANO, c. c. Manoel Faustino Pereira. N 1.1.9 - MARIA BENTA PALHANO. N 1.1.10 - CONCEIÇÃO PALHANO. N 1.1.11 - ANNA. N 1.1.12 - CÂNDIDA. N 1.1.13 - VIRGÍNIA. N 1.1.14 - CONSTÂNCIA. N 1.1.15 - JOSÉ MARIA PALHANO. N 1.1.16 - MANOEL PALHANO. N 1.1.17 - LEANDRO. F 1.2 – MANOEL MARIA PALHANO PRESTES (Tio Maria), c.c. Generosa. Não temos mais informações sobre este casal até o momento. F 1.3 – ANTONIO PALHANO DE JESUS (nasc. 1840), solteiro. Rico fazendeiro. F 1.4 – MARIA ANTONIA DE JESUS ou MARIA PALHANO DE JESUS (Mariazinha) (1821 – 16.02.1888), c.c. ANTONIO ZEFERINO MATTOS ou ANTONIO DA SILVA MATTOS (Tonico das Palmas) (falec. 15.06.1912). Antonio era filho de João Zeferino da Silva Mattos (1799 – 1843) e de Anna Joaquina da Conceição (falec. 1881). Filhos da 1ª esposa, Maria Antonia de Jesus, com Tonico das Palmas: N 1.4.1 – IGNÁCIO DA SILVA MATTOS (falec. 15.07.1935, com 77 anos), c. c. ISMÊNIA PEREIRA MACHADO (falec. 16.09.1934, aos 76 anos). Filhos deste casal na próxima postagem do blog. N 1.4.2 – CÂNDIDA MARIA DA SILVA MATTOS (nasc. 03.06.1856, bat. 19.10.1856, c. c. MANOEL JOSÉ PEREIRA (1846 - 1924), filho de Manoel José Pereira, conhecido como “Manduca Pereira”, e de Ignácia Maria de Saldanha (filha de João da Silva Ribeiro [1787-1868] e Maria Benta de Souza, irmã de Inholo). Casamento: 30.11.1874 [iii]. Filhos do casal na próxima postagem do blog. Antonio da Silva Mattos casou-se em segundas núpcias, em 22 de abril de 1840, com Francisca Rosa de Arruda, filha de Manoel Joaquim Pinto (fundador de São Joaquim) e de Joaquina Rosa de Jesus. Com Francisca, Tonico das Palmas não teve filhos. Francisca Rosa de Arruda era viúva de João Rodrigues de Souza, filho mais moço de Manoel Rodrigues de Souza e Anna Maria de Lima, donos da Fazenda Bom Sucesso. Francisca e João tiveram três filhos: 1 - Manoel Pinto de Souza, c. c. Maria Magdalena de Souza (II), filha de Matheus Ribeiro de Souza e de Maria Magdalena de Souza (I), donos da Fazenda do Socorro. Domicílio de Manoel Pinto de Souza e família: Fazenda do Cedro (herança de Francisca, de seus pais Manoel Joaquim Pinto e Maria Joaquina). 2 - Joaquina de Souza Lima, casada em primeiras núpcias com ? Em segundas núpcias, casou com Hippolito da Silva Mattos (dado a confirmar). 3 - Anna de Souza Lima, c.c. Lócio de Souza e Oliveira, filho de Aureliano de Souza e Oliveira e Gertrudes Anna de Andrade. Legítima no Rincão das Couves (Fazenda do Cedro) e também na Fazenda Bom Sucesso. Domicílio: Fazenda Taipinha. F 1.5 – ANNA ANTUNES DE JESUS (Donana) (falec. 11.08.1884[iv]), casada com ANTONIO PEREIRA CAMARGO (falec. em 1854), filho de Anastácio Pereira de Camargo e de Maria Gertrudes de Souza. Título dos Herdeiros de Donana e Antonio Pereira Camargo: N 1.5.1 – JOÃO PEREIRA CAMARGO (nasc. 1848), c. c. PRUDÊNCIA DOMINGUES ARRUDA, filha de João Domingues Arruda (nasc. 1843) [filho de José Domingues de Arruda e Maria de Souza Teixeira] e Henriqueta Maria dos Santos [filha de Leandro Luiz Vieira (nasc. 1863) e Clara Maria dos Santos]. Número de filhos: 10: José – Teodoro – Brasiliano – Possuidonio – Henriqueta – Maria – Honorata – Carula – Julia – Rosendo Pereira de Camargo, c. c. Brasiliana de Araújo, pais do criador de gado franqueiro da Coxilha Rica, Nelson Araújo de Camargo, c. c. Maria Antonieta de Souza, filha de Leonegildo Didi de Souza e Antonieta Camargo, neta paterna de Antonio Tomas de Souza e Maria Antonia de Jesus (Antunes), neta materna de José Pereira de Camargo e Carlota Vieira (“Mineiro”). N 1.5.2 – MARIA ANTONIA DE JESUS (nasceu por volta de 1842/1843, pois em 1854 tinha 11 anos), c. c. THOMAZ ANTONIO DE SOUZA JUNIOR (“Tomaizinho”), filho de Thomaz Antônio de Souza e Polônia Maria de Jesus. Data do casamento: 18.09.1856iv, Filhos: BN 1.5.2.1 – LEOPOLDINO TOMAZ DE SOUZA (nasc. 26.06.1861), c.c. Custodia. BN 1.5.2.2. – ANNA (nasc. 19.09.1864). BN 1.5.2.3 – ANTONIO TOMAZ DE SOUZA (1865 – 12.09.1944) , c.c. Maria Antunes de Souza (06.07.1875 – 06.08.1969). BN 1.5.2.4 – CANDIDA MARIA TOMAZ DE SOUZA (nasc. 1866), Cipriano Palhano Prestes. BN 1.5.2.5 – MARCOS (nasc. 1867). BN 1.5.2.6 – AMÉLIA MATOS SOUZA (nasc. 30.04.1869) , c.c. Raulino Matos. BN 1.5.2.7 – JOÃO MANOEL (nasc. 26.11.1870). BN 1.5.2.8 – FRANCISCO TOMAZ DE SOUZA (nasc. 05.01.1873), c.c. Bernardina Arruda Souza. BN 1.5.2.9 – JOSÉ TOMAZ DE SOUZA (nasc. 06.08.1874), c.c. Idalina Arruda Vieira. BN 1.5.2.10 – MARIA (nasc. 19.06.1876). BN 1.5.2.11 – JOÃO TOMAZ DE SOUZA (nasc. 09.02.1878), c.c. Inácia Antunes de Souza. BN 1.5.2.12 – MARTIMIANO (nasc. 16.10.1879). BN 1.5.2.13 – HILÁRIO TOMAZ DE SOUZA (nasc. 08.11.1880), c.c. Maria Camargo de Souza. BN 1.5.2.14 – CONSTÂNCIA (nasc. 18.09.1882). BN 1.5.2.15 – MARCOLINO TOMAZ DE SOUZA (nasc. 12.06.1884), c.c. Honorata Camargo de Souza. N 1.5.3 – AMANDA (bat. 14.04.1847, Lages. N 1.5.4 – CAMILLA MARIA DE JESUS (nasc. 1853), filha póstuma, c. c. o Ten. ANTONIO JOSÉ ALVES DE SÁ, filho do Comendador Bernardino Antonio da Silva e Sá (falec. 1880) e de Maria Antonia da Silva. Maria Antonia era filha de Matheus José de Souza Jr. (filho de Matheus José de Souza, açoriano, um dos fundadores de Lages e de Clara Maria de Athayde). Mãe de Maria Antonia: Ana Maria do Amaral (filha de João Damasceno de Córdova e de Maria de San Boaventura). O Ten. Antonio José Alves de Sá era político do Partido Liberal da Oposição na Região Serrana, mas que estava em 1873, ano da fundação de São Joaquim, no poder no governo estadual e na chefia do Gabinete de D. Pedro II. Por isso, foi nomeado 1º intendente de São Joaquim, precedendo na chefia da nova freguesia a proeminentes chefes do Partido Conservador, como o Cel. João Ribeiro, Marcos Baptista de Souza e outros. Antonio José Alves de Sá governou São Joaquim de 1887 a 1891. F 1.6 – BALBINA MARIA DE SOUZA (nasc. 1833). Não temos informações sobre casamento e filhos. F 1.7 – MARIA IGNACIA (Tia Nacha), c.c. ANTONIO DA SILVA RIBEIRO FILHO (Tio Ribeiro). Antonio da Silva Ribeiro Filho era filho de pai com o mesmo nome (c.c. Gestrudes Maria de Córdova, filha de Antonio Joaquim de Córdova e Manoela Maria da Silva), que era filho de Pedro da Silva Ribeiro e Ana Maria de Saldanha. Casamento: 21 de setembro de 1866, em Lages. O casal teve uma única filha: MARIA DOS PRAZERES, c.c Bernardo Arruda, avô de Nestor Mendonça. F 1.8 – CÂNDIDA MARIA DE SOUZA (nasc. 1839), c.c. ANTONIO SILVANO PROENÇA. Casamento: 28 de novembro de 1857. Não temos informações sobre os filhos deste casal. (1) Conforme Certidão do primeiro casamento. [2] Conforme Inventário judicial e também conforme a Certidão do segundo casamento. [3] Documento fornecido por Rogério de Palma Lima. [i] Inventário de Antonio da Silva Mattos, 1912. [ii] Certidão de batismo de Cândida Maria da Silva Mattos, 1856. [iii] Certidão de casamento de Manoel José Pereira e Cândida Maria Pereira, 1874. Disponível em: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-9833-36695-8?cc=1719212&wc=11578565. Acesso em: 12 set 2013. Dado fornecido por Rogério Palma de Lima. [iv] Certidão de óbito de Anna Antunes de Jesus, 1884. [v]OLIVEIRA, Sebastião Fonseca. Aurorescer das Sesmarias Serranas: história e genealogia. Edições EST: Porto Alegre, 1996. [vi] Family Search. Disponível em: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-267-12415-26401-70?cc=1719212&wc=MMPG-7H2:n2131909424. Acesso em: 29 jul. 2013. [vii] LIMA, Rogério Palma. Maria Antônia de Jesus. Dados fornecidos em julho de 2013. [viii] Dados de Osny de Souza Vieira, 2002. [ix]Family search. Disponível em: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-9836-18396-13?cc=2177296&wc=M9W3-LTP:2004252179. Acesso em 29 jul 2013. [x] Certidão de casamento de Maria Ignácia de Souza e Antônio da Silva Ribeiro Filho, 1866.

Centro de Voo TWA

 

Centro de Voo TWA


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Centro de Voo da Trans World Airlines
Marco de Nova York    1915, 1916
Ehemaliges TWA-Terminal no Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York.JPG
A sede do terminal em 2010
LocalizaçãoTerminal 5, Aeroporto Internacional John F. Kennedy
New York City , Estados Unidos
Coordenadas40°38′45″N 73°46′39″WCoordenadas : 40°38′45″N 73°46′39″W
Área17,6 acres (7,1 ha)
ArquitetoEero Saarinen e Associados ; et ai.
Estilo arquitetônicoFuturista , Neo-futurista , Googie , Fantástico
 de referência NRHP 05000994 [1]
NYCL  No.1915, 1916
Datas importantes
Adicionado ao NRHP7 de setembro de 2005
NYCL designado19 de julho de 1994

TWA Flight Center , também conhecido como Trans World Flight Center , é um terminal de aeroporto e complexo hoteleiro no Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK) de Nova York . O edifício do terminal original, ou casa principal , funcionou como um terminal de 1962 a 2001 e foi adaptado em 2017 como parte do TWA Hotel . A sede é parcialmente cercada por um edifício do terminal de substituição concluído em 2008, bem como pelos edifícios do hotel. A sede e o terminal de substituição compõem coletivamente as operações JFK da JetBlue e são conhecidos como Terminal 5ou T5 .

O TWA Flight Center foi projetado para a Trans World Airlines por Eero Saarinen and Associates, e foi erguido entre 1959 e 1962. Apresentava um proeminente telhado em forma de asa apoiado por quatro pilares em forma de "Y" Dentro havia um espaço aberto de três níveis com janelas altas que permitiam a visão dos jatos que partiam e chegavam. Dois corredores de embarque e desembarque com carpete vermelho em forma de tubo se estendiam para fora do terminal, conectando-se aos portões. Roche-Dinkeloo , uma empresa sucessora da empresa de Saarinen, projetou uma expansão em 1970. O TWA Flight Center continuou a operar como um terminal aéreo até 2001. Seu projeto recebeu muitos elogios da crítica; tanto o interior como o exterior da casa principal foram declaradosNew York City Landmarks em 1994, e foi adicionado ao Registro Nacional de Lugares Históricos em 2005.

A adição do Terminal 5 ao redor foi projetada pela Gensler e construída entre 2005 e 2008. Ele contém os 26 portões ativos no Terminal 5, bem como vários restaurantes e lojas. Embora partes do complexo original tenham sido demolidas, a casa principal permanece de pé. Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey (PANYNJ), que opera o Aeroporto JFK, já pretendia que a estrutura original fosse uma entrada para o terminal substituto. Em 2016, a Autoridade Portuária começou a converter a sede original no TWA Hotel, inaugurado em 2019 com dois edifícios adicionais adjacentes à adição do T5.

Técnicas de Prova DE VINHO

A prova organoléptica de vinhos é efectuada avaliando três parâmetros distintos: Aspecto Aroma Sabor Assim sendo, estão implicados nesta avaliação os três sentidos mais importantes e apurados de que dispomos: a visão, o olfacto e o paladar. Análise Visual A vista proporciona o primeiro contacto do provador com o vinho, a primeira impressão, as primeiras sugestões. Olhar para um copo de vinho já predispõe um juízo prévio, além de que, a cor e o brilho do vinho, são estímulos que excitam os nossos sentidos. Embora a análise visual por si só, na avaliação de um vinho, não seja o sentido mais fiável, a observação atenta de um vinho pode fornecer dados muito importantes: a idade do vinho, a sua concentração, a sua delicadeza ou o seu estado de conservação, evidenciam-se à vista. As impressões visuais influenciam as fases posteriores da prova, dado que podem inclinar-nos para a severidade ou pelo contrário predispor-nos para uma atitude favorável. Uma bela cor límpida e resplandecente, no caso do vinho branco e uma coloração escura e profunda nos tintos sugere uma imagem de concentração e intensidade em taninos bastante apreciável, enquanto uma coloração débil nos faz suspeitar de um excesso de rendimento, falta de amadurecimento e muitas outras fraquezas. A análise visual comporta três apreciações distintas mas complementares: Limpidez Brilho Cor Limpidez Do mesmo modo que um raio de sol filtrado através de uma persiana faz aparecer o pó em suspensão no ar, ao contemplar um copo à contraluz podemos descobrir se existem partículas em suspensão num vinho. Este fenómeno é mais facilmente evidenciado quando um copo está situado sobre um pano branco. É assim que aparecem as imperfeições do vinho sob a forma de diminutas partículas de gás (desculpáveis nos brancos mas muito desagradáveis nos tintos), filamentos de partículas em ziguezague ou inclusivamente flocos minúsculos. Brilho O brilho é o resplendor do vinho, a sua faculdade de devolver a luz, de reluzir como uma pedra preciosa. Esta qualidade pode ser observada à luz natural inclinando o copo e olhando o disco que a superfície do vidro forma sobre o fundo branco. Cor A intensidade cromática de um vinho deve-se à riqueza em pigmentos coloridos. É evidente que depende do volume do vinho que há no copo, por isso é necessário observar a intensidade da cor nos mesmos copos cheios à mesma altura e com a mesma fonte de luz. A observação costuma fazer-se por cima do copo, inclinando-o para regular a altura do líquido e com a luz do dia iluminando o copo de frente. Ainda relativamente à intensidade do vinho, há que ajustar a apreciação em função do tipo de vinho. De facto, não esperamos a mesma intensidade cromática de um vinho tinto de clima frio e de um vinho mediterrâneo. Quanto ao matizado, há que distinguir a tonalidade principal dos reflexos, que se podem observar ao servir o vinho e nos bordos do disco. Observação: Estas tonalidades são meramente indicativas Espessura do vinho Lágrimas abundantes que deslizam lentamente no copo são sinal de riqueza alcoólica. Aromas do vinho Muito do que se considera resultado da análise sensorial dos vinhos deriva em grande parte da avaliação que é feita pelo aparelho olfactivo. Para comprovar este facto basta beber ou comer algo com o nariz tapado, ou considerar a perda de “sabor” que normalmente sentimos quando uma simples constipação nos afecta o sistema respiratório. Dos sentidos envolvidos na prova, a vista aparece como o sentido mais superficial, o ouvido como o mais pretensioso, o gosto como o mais inconstante, o tacto como o mais profundo e o olfacto como o mais voluptuoso. Para captar esta voluptuosidade, o nariz possui uma ferramenta com uma potência e uma delicadeza excepcionais: o bolbo olfactivo. O centro do olfacto pode ser activado por duas vias: -via directa; -via retro nasal. Por via directa, quando cheiramos directamente um determinado “perfume”, por via retronasal, quando após essa inspiração, fechamos a boca e deixamos os aromas flutuarem entre a nossa boca e a faringe. Os aromas retronasais são mais complexos e persistentes. O olfacto é um órgão tão apurado quanto sensível, sendo que, facilmente se consegue atingir o ponto de saturação, uma fadiga que impede de continuar a detecção aromática com eficácia, situação que ocorre quando provamos vinhos ou aromas muito fortes, ou quando nos submetemos a uma exposição prolongada a um determinado aroma levando a que a sua percepção acabe por desaparecer. A caracterização de um vinho, relativamente à sua gama aromática, É atingida seguindo um exercício assíduo da sua memória, aí esta permitirá obtenção de bons resultados. Os aromas existentes nos vinhos têm origens distintas, em função das castas, do processo de vinificação, ou estado de evolução e conservação. Desta forma, os aromas do vinho podem ser divididos em três grandes classes: -Aromas Primários; -Aromas secundários ou fermentativos; -Aromas terciários ou bouquet. Elaborado com base na roda dos aromas "Aromaster", com adaptações de design e de aromas adaptados aos vinhos portugueses  Aromas Primários São os mais evidentes, geralmente bastante intensos, oriundos das castas que lhe deram origem. Este tipo de aromas está associado ao grupo dos aromas frutados, uma vez que predominam os aromas a fruta e, por vezes a especiarias. Atendendo à sua origem, as castas, este tipo de aromas é muitas vezes denominado de aroma varietal, atendendo às nuances características que estas imputam ao vinho. Aromas secundários ou de fermentação Se as castas desempenham um papel fundamental na gama aromática de um vinho, também é verdade que os métodos de vinificação intervêm de igual forma na matiz aromática. As múltiplas leveduras presentes naturalmente na uva laboram nos diferentes estádios de fermentação para conferirem maior complexidade ao vinho na sua forma final. Os aromas obtidos a partir desta fermentação são particularmente importantes para os vinhos brancos. Os aromas libertados durante esta fase da fermentação são de extrema importância para o futuro dos vinhos, especialmente os reservas, pois são eles que transformarão estes aromas, numa perfeita alquimia, em aromas do bouquet ou terciários. Aromas terciários ou bouquet Quando os vinhos entram em maturação, ocorrem uma série de transformações bioquímicas que levam à formação de aromas mais complexos e mais difíceis de identificar, sendo no entanto mais agradáveis no seu conjunto. Sabor Tradicionalmente distinguimos cinco gostos elementares: o doce, o salgado, o ácido, umami e o amargo. No entanto esta teoria é considerada um tanto simplista pelo que na realidade o gosto é uma soma complexa de muitas sensações, sendo que o termo flavour exprime mais correctamente o conjunto de sensações no momento de degustar e por consequência uma diversidade de parâmetros. As sensações do gosto O gosto é a soma de várias sensações. Soma, não justaposição, pois cada uma delas pode interferir com outra em sinergias ou contraposições, reforçando-se ou anulando-se. A sensação olfactiva Capta-se por via retro nasal. Os aromas levados à temperatura da boca desenvolvem-se com maior intensidade que por via directa; os compostos menos voláteis libertam-se neste momento. Estes aromas de boca são extremamente importantes: são a marca do gosto. A sensação táctil Na degustação de um vinho tinto, a percepção dos taninos proporciona a indicação sobre a textura de um vinho. Esta sensação está directamente relacionada com a fluidez e viscosidade da saliva: o excesso de taninos ou a sua juventude quando ainda não foram amaciados pelo estágio em garrafa secam muito a boca. A sensação térmica É extremamente importante neste ponto avaliar a temperatura corpora do vinho, no entanto de igual importância é a avaliação da temperatura do próprio vinho, das sensações térmicas de frescura de calor, ou até mesmo de ardor que nos proporciona; no entanto esta sensação térmica pode ser provocada pela sua riqueza em álcool, que, se for excessiva poderá dar-nos uma sensação ardente. Equilíbrio dos sabores Os aromas são apercebidos pelo nariz por via directa, ou pela boca por via retro nasal. São vapores de odores e tal como os sabores somam-se completando-se ou pelo contrário, escondendo-se entre si. O que nós percebemos é, de algum modo, a adição de centenas de odores O cérebro analisa os sabores que percebe pela boca e os aromas recebidos pelo nariz e faz imediatamente uma síntese entre eles. Principais defeitos do vinho Durante a apreciação de um determinado vinho, podemos detectar aromas que de forma geral os depreciam. Estes aromas resultam em grande parte de transformações indesejáveis que ocorrem durante a fermentação ou armazenamento. Aromas a enxofre Deriva do excesso de adição de S02 ao vinho. O excesso de enxofre provoca dores de cabeça e uma sensação pesada, semelhante à da sinusite. Quando o enxofre se encontra na forma de mercaptanos o cheiro sugere ovos podres. Aromas a ácido acético O pico acético ou amargor, é provocado por bactérias acéticas ou fermentos do vinagre, pertencentes ao género das Acetobacter. Aroma a rolha Frequente e erradamente associado à falta de qualidade da rolha que a verificar-se pode estar na origem de defeitos do vinho. Tem origem numa contaminação com tricloroanisol, um composto que se desenvolve quando estão reunidos um conjunto de factores: existência de cloro (produtos de lavagem), compostos fenólicos (plásticos, papelão) e microrganismos que promovem a síntese de TCA (falta de higiene na adega). O aparecimento de aromas desagradáveis no vinho, a que usualmente designamos por aroma a rolha, é resultante de um complexo conjunto de fenómenos biológicos e químicos que ocorrem na rolha e no vinho, resultantes da aplicação de detergentes e desinfetantes à base de compostos clorados, de contaminações e microbianas geralmente de origem fúngica na rolha de cortiça e no vinho, ou ainda pela contaminação da própria cortiça com o fungo “yellow spot”, que ataca os sobreiros. Estes desagradáveis aromas denominados de forma genérica e demasiado abrangente por aromas a rolha, são nada mais que um conjunto de aromas distintos que podem, consoante o tipo de compostos que os originam, variar desde aromas a mofo, cogumelo, terroso, húmido, bafio ou cave. Os microrganismos implicados no “Aroma a Rolha” têm naturezas distintas que vão desde os fungos: Penicillium, Cladosporium, Aspergillus, Mucor; a leveduras dos géneros: Candida, Rhodotorula ou menos frequentemente as Saccharomyces sp., ou as Cryptococcus; ou bactérias: Coagulans B. e B. Sphaericus. Estes microrganismos, através de processos de decomposição química que ocorrem na rolha de cortiça, quer por influência direta da rolha, quer pela utilização de compostos de natureza clorada, vão durante todo o processo de engarrafamento e estágio passar para o vinho conferindo-lhe o aroma a que, de forma abrangente definimos como Aroma a Rolha. Pela atividade microbiana dos diferentes microrganismos envolvidos no processo de decomposição dos clorofenois, ocorre a formação de um composto químico, de natureza volátil e que é considerado o principal responsável pelos aromas a bolor, bafio, papel de jornal humidade e cave ( que caraterizamos pelo aroma a rolha) – 2,4,6- Tricloroanisol (2,4,6- TCA). O 2,4,6- TCA é considerado o principal composto responsável pelo aroma a rolha e resulta da degradação de compostos clorados em cloroanisois, pela atividade fúngica existente na rolha, nas madeiras e cartões ou ainda por contaminação atmosférica da adega durante processos em que o vinho está exposto ao ar. No entanto, aromas pertencentes a esta família (se é que assim se pode chamar) de compostos aromáticos desagradáveis, podem desenvolver-se pela atividade de outros microrganismos que não fungos, como é o caso de leveduras e bactérias, já referidas acima. Desta forma e, pela diferença de agente despoletador de processos de degradação, também os compostos químicos formados são distintos, produzindo compostos aromáticos igualmente diferentes. Abaixo descrevo os diferentes compostos, seguidos de uma outra coluna com os quais se relacionam os aromas formados pelos respetivos compostos: COMPOSTO AROMA 2,4,6- TCA Bolor, Bafio, Papel de jornal, Humidade e Cave 1-octen-3-one Cogumelo, Metálico 1-octen-3-ol Terroso, Cogumelo 1,cis-5-octadieno-3-ol Terroso, Cogumelo 1,cis-5-octadieno-3-ona Oleoso, Metálico 2-metilisorborneol Mofo, Cogumelo Geosmina Terroso, Lama, Bolorento Guaiacol Fumo, Fenol, Medicinal As diferentes formas que podem originar o genérico “Aroma a rolha”, bem como o número de compostos capazes de o causar, são processos complexos e de resolução conjunta entre os diferentes intervenientes no processo de fabrico de vinho, de cortiça, bem como na manufaturação das rolhas. Só através de processos de inibição em cadeia o fenómeno tenderá a diminuir e a estar cada vez menos presente nos nossos vinhos. Espero que deste pequeno artigo tenha ficado também a ideia de que, apesar do aroma desagradável a que nós apelidamos de aroma a rolha, nem sempre é a rolha a principal culpada do aparecimento deste tipo de aromas. Oxidação e redução O vinho é uma bebida extremamente complexa, são muitos os seus compostos e derivados que, ao longo do período de fermentação, estágio e maturação em garrafa, vão sofrendo alterações químicas, bioquímicas e microbiológicas, fazendo dele um ser vivo, inconstante, mutável ao longo do tempo. De uma forma muito simplista podemos afirmar que o vinho é composto por: - Água •Álcoois: etílico, glicerina •Açúcares: glucose, frutose. •Ácidos: Tartárico, Málico, Cítrico, Lático, Succínico, Acético. •Minerais: pótassio, cálcio, sódio, ferro, manganês, cobre, alumínio. •Polifenóis: taninos, antocianinas e flavonas. Durante todo o processo de maturação e/ou evolução o vinho desenvolve características, qualidades, bastante diferentes da sua composição inicial. Muito devido à fermentação e aos produtos utilizados na mesma- leveduras, devido também a todos os processos químicos de ligações entre os diferentes compostos, outros consequentes da atividade microbiana dentro da garrafa, outros ainda derivados do estágio em madeira que, vão permitir extrair compostos químicos, aromáticos, complexando o vinho, vão originar modificações no vinho ao longo do tempo. Porém, um vinho nem sempre evolui de forma positiva, desde a vindima, à fermentação, remontagem, engarrafamento e estágio, quer em garrafa, quer em madeira, muitas vezes o vinho “estraga-se”, deprecia-se fruto do contato com o ar, ou pela ausência total do mesmo. O oxigénio é um elemento extremamente âmbiguo no seu relacionamento com o vinho. Se por um lado, um ligeiro contato com este elemento, permite o desenrolar de processos químicos necessários ao bom desenvolvimento do mesmo, verdade é que o oxigénio pode também ser um inimigo a evitar. De entre os defeitos que ocorrem nos vinhos, devido a um contato com o oxigénio, iremos abordar dois: a oxidação e a redução e, identificar quais os sinais reveladores ao nível da visão, olfato e gosto. a)Deteção Visual De uma forma geral e, a nível visual os fenómenos de oxidação são facilmente detetados por um acastanhamento precoce dos vinhos, perdem instantaneamente os seus matizes mais vivos e passam, quando ainda em jovens para matizes de tonalidade castanha. Este fenómeno de evolução da cor é um fenómeno natural, próprio da evolução do próprio vinho, no entanto quando detetamos sinais de evolução, que visualmente nos indicariam que um vinho já teria 5 ou 6 anos, quando tem somente 1 ou 2, devemos estar alerta. No caso dos vinhos brancos jovens que sofreram processos de oxidação podemos verificar que, perderam a sua jovialidade, os matizes amarelos e esverdeados para agora se apresentarem com matizes âmbar e acastanhadas. A tonalidade rosada que se espera de um rosé, sofre também alterações bruscas, adquirindo rapidamente tons alaranjados, casca de cebola e posteriormente acastanhados. No caso dos tintos, o processo evolutivo é semelhante aos anteriores, o vinho que numa fase precoce da sua vida exibe tons cereja e vermelhos violeta, passa em pouco tempo para as tonalidades mais acastanhadas, identidade dos vinhos tintos maduros. Relativamente ao fenómeno de redução, este expressa-se no vinho de forma contrária à oxidação, isto é, quando detetamos em vinhos maduros evoluídos tonalidades características de vinhos jovens, dando sinais de que não houve evolução cromática. Para melhor visualizar-mos os matizes, coloco a roda da evolução da cor. b)Deteção Olfativa Se vos parece difícil acertar na identificação visual, como sinal de oxidação ou redução, quando submetemos o vinho a uma análise olfativa as dúvidas dissipam-se quase de imediato, vão ver! No caso do fenómeno de oxidação, os vinhos libertarão aromas a maçã assada, fruta esmagada, noz, amêndoa e passa de ameixa, desaparecendo todo o caráter frutado inicialmente esperado. Nestas condições e, sempre que a oxidação não tenha sido extrema, podemos reverter o processo deixando o vinho libertar esses aromas para que, os frutados, que estavam “escondidos” reapareçam e se manifestem, recuperando o vinho. Infelizmente, nem sempre assim é e, o que algumas vezes verificamos é que o fenómeno foi demasiado agressivo não possibilitando retorno de qualidade e limpeza aromática. Sabemos que chegámos a esse ponto sempre que detetamos aromas de: cozido, excesso de madeira, compotas, figo cozido ou dissolvente de verniz, acompanhados por um sabor demasiado macio, revelando cansaço do vinho. Relativamente ao fenómeno de redução, os aromas iniciais que despertam em nós possível indicação de defeito são: couro, fumado, bolores, suco de carne ou torrefação. Estes aromas são indicadores de que o vinho iniciou o seu processo de evolução em garrafa, no entanto não são em nada condizentes com a sua idade. Numa fase mais avançada do processo estes aromas evoluem para nuances de: caça, ventre de lebre, faisão, mofo, cheiro de armário fechado ou papelão, ovos podres, alho, cebola, vegetais cozidos ou ainda de águas estagnadas. Se por um lado as notas animais anteriormente descritas, podem ainda desaparecer com o arejamento do vinho, as outras indicam com segurança de que o processo de redução é irreversível e que, perdemos o nosso vinho! Agora que já sabem identificar defeitos de oxidação e redução, “Toca a provar”, vinhos saudáveis! Aroma a suor de cavalo Está ligado a uma contaminação microbiana e advém não só de uma má conservação do vinho como da falta de higiene do ambiente circundante. O desenvolvimento de leveduras do género Brettanomyces/ Dekkera em vinhos pode conduzir a uma alteração drástica das suas características aromáticas, sobretudo através da redução ou desaparecimento dos aromas varietais em função da produção de aromas associados aos metabolitos produzidos por estas leveduras. Enviar a mensagem por email Dê a sua opinião! Partilhar no X Partilhar no Facebook Partilhar no Pinterest Página inicial Subscrever: Mensagens (Atom) Cartão de Visita do Facebook JANELA de CHEIROS Divulga também a tua página Vídeos ALENTEJO... 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WAGYU

 


A raça de boi wagyu veio do Japão e a sua carne é considerada a mais saborosa e mais cara do mundo. No Brasil, o quilo da picanha pode chegar a R$ 1.800. O preço alto se dá por conta do marmoreio, ou seja, a gordura entremeada responsável por sua grande maciez.

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Quanto maior for o nível dessa gordura intramuscular, maior será o valor pago pelo consumidor final. Entre os cortes mais famosos do wagyu está o Kobe Beef, cuja legitimidade está ligada ao nascimento do gado na província de Hyogo, no Japão.

A carne chamou a atenção em 2021 por aparecer em um churrasco do presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, o assunto voltou à tona por causa de uma postagem da cantora Ludmila mostrando a compra de alguns gramas da proteína.

Origem


A origem do wagyu vem de um boi que veio da Europa e chegou ao Japão no século II, através da península coreana. A ideia era usar esse gado para puxar arado nas lavouras de arroz. Com o passar dos anos nas terras japonesas, os criadores começaram a realizar cruzamentos com outras raças. E foi essa mistura de espécies que deu origem à atual.

Uma outra curiosidade é que o nome do boi é formado pela junção de dois termos: “wa”, que significa "do Japão", e “gyu”, quer dizer "gado".

Wagyu costuma ficar de 8 a 12 meses em confinamento para garantir qualidade do marmoreio   (Foto: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINOS DAS RAÇAS WAGYU)

Wagyu costuma ficar de 8 a 12 meses em confinamento para garantir qualidade do marmoreio (Foto: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINOS DAS RAÇAS WAGYU)

Qualidade da carne

A qualidade e a valorização da carne tem a ver com o marmoreio, que é o nome que se dá à gordura intramuscular bovina que tem aspecto de mármore. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos das Raças Wagyu (ABCWagyu), quanto maior o grau de marmoreio, mais caro é o corte da carne.

Segundo a escala japonesa, esse grau vai de zero a 12. No Brasil, a produção chegou até o nível 10, pois é grande o desafio de produção no país. 

Para garantir a qualidade da espécie, o gado precisa ficar confinado por alguns meses, recebendo uma ração específica. No Japão, esse tempo de confinamento é maior que no Brasil e, por isso, são alcançados níveis mais altos.

Presidente Jair Bolsonaro comendo churrasco em que picanha custava R$ 1,8 mil o quilo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Presidente Jair Bolsonaro comendo churrasco em que picanha custava R$ 1,8 mil o quilo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A carne no Brasil

O boi wagyu chegou ao Brasil nos anos 90 e o primeiro abate com direito a atestado de legitimidade da raça aconteceu em 2016. De acordo com as estimativas, atualmente, o rebanho brasileiro conta com aproximadamente 7 mil cabeças, entre animais puros e cruzados certificados.

Existem produtores de wagyu por todo o país, mas é São Paulo quem responde por quase metade da produção nacional. No entanto, esse número ainda é baixo, já que são, ao todo no Brasil, 35 criadores da ABCWagyu, 11 fornecedores (indústrias), e mais alguns criadores que são certificados, mas não associados.

O Brasil é promissor no assunto exportação de carne de wagyu, mas é preciso aumentar a escala de produção para viabilizar a venda internacional.

Kobe beef é um corte proveniente do corte do lombo do boi da raça wagyu (Foto: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINOS DAS RAÇAS WAGYU)

Kobe beef é um corte proveniente do corte do lombo do boi da raça wagyu (Foto: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE BOVINOS DAS RAÇAS WAGYU)

Valor médio dos preços

Além do grau de marmoreio, o preço também varia de acordo com o tipo de corte e local onde a carne é comprada.

O quilo do filé de patinho ou de acém, por exemplo, com marmoreio entre 4 e 5, pode sair por aproximadamente R$180. Já os cortes nobres, como a picanha ou o ancho, com grau de marmoreio entre 9 e 10, podem, facilmente, passar de R$1.000.

Selos garantem certificação da carne de wagyu comercializada no Brasil (Foto: ABCWagyu/Divulgação )

Selos garantem certificação da carne de wagyu comercializada no Brasil (Foto: ABCWagyu/Divulgação )




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